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Entrega de imóvel alugado

Reparos para entregar o imóvel alugado

Pela Lei 8.245/1991 (art. 23, III), o imóvel volta no estado em que foi recebido, salvo o desgaste do uso normal. O ponto de partida é ler juntos a vistoria de entrada, o laudo de saída e as fotos atuais. A Duarte Souza analisa esses documentos, executa os reparos combinados e confere os serviços antes da entrega das chaves.

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Lei 8.245/1991, a Lei do Inquilinato

art. 23, III

O locatário restitui o imóvel, finda a locação, no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do uso normal.

Ler a lei no site do Planalto

A regra da devolução

O que a lei diz e o que ela não diz

A Lei do Inquilinato traz a regra geral da devolução. Os resumos a seguir acompanham o texto publicado no Planalto, e o contrato de locação pode detalhar cada ponto.

art. 23, III
O locatário restitui o imóvel, finda a locação, no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do uso normal.
art. 23, V
O locatário repara de imediato os danos que ele, seus dependentes, familiares, visitantes ou prepostos causaram no imóvel ou nas instalações.
art. 22, I
O locador entrega o imóvel em estado de servir ao uso a que se destina.
art. 22, IV
O locador responde pelos vícios ou defeitos anteriores à locação.
art. 22, V
O locador fornece, se o locatário pedir, descrição minuciosa do estado do imóvel na entrega, com os defeitos existentes.
art. 23, IX
O locatário permite a vistoria do imóvel pelo locador ou por seu mandatário, com dia e hora combinados.
art. 6º
Na locação por prazo indeterminado, o locatário avisa por escrito com antecedência mínima de 30 dias. Sem o aviso, o locador pode exigir um mês de aluguel e encargos.

O que a lei não diz

  • Não fixa prazo em dias para a vistoria de saída nem para os reparos.
  • Não obriga a fazer vistoria de saída.
  • Não diz quem escolhe o prestador dos reparos.

Esses pontos ficam para o contrato e para as regras de cada imobiliária. Leia o seu contrato antes de planejar os reparos.

Esta página explica a regra geral e não é orientação jurídica. Para dúvidas sobre cláusulas, cobranças ou responsabilidade em um caso concreto, consulte um advogado.

Texto integral: Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato), no site do Planalto.

Item por item

Desgaste natural, dano e defeito anterior

Nem tudo o que aparece no laudo de saída tem a mesma origem. A tabela mostra exemplos comuns em cada item e o que o engenheiro observa para separar uma situação da outra.

Exemplos de desgaste do uso normal, dano e defeito anterior por item do imóvel
ItemDesgaste do uso normalSinal de danoDefeito anterior ou construtivoO que o engenheiro observa
PinturaTinta desbotada ou amarelada pelo tempo e pela luz, sujeira leve de uso.Riscos, rabiscos, manchas de impacto e furos que não aparecem no laudo de entrada.Mancha vinda de infiltração, bolhas por umidade na base, fissuras que já existiam na alvenaria.A origem de cada mancha, a pintura registrada na entrada e se a base aceita tinta sem correção.
PisoPerda de brilho e desgaste uniforme nas áreas de passagem.Peças trincadas ou lascadas por impacto, riscos profundos, manchas de produto químico.Peças ocas ou soltas por falha de assentamento, rejunte que se solta sem esforço.O som das peças à percussão, o desenho das trincas e o registro do piso no laudo de entrada.
Portas e janelasDobradiças com folga leve e ferragens gastas pelo uso.Folha perfurada ou lascada, batente quebrado, fechadura forçada, vidro trincado por impacto.Porta que empena com a umidade do ambiente, janela com infiltração pela vedação original.Se o problema vem do uso ou da instalação, e se a peça pede ajuste ou troca.
ElétricaEspelhos de tomada amarelados e interruptores com a mola cansada.Espelhos quebrados, tomada derretida por aparelho acima da capacidade, fiação alterada sem autorização.Disjuntor mal dimensionado, emendas antigas na fiação, ausência de aterramento.Se o aquecimento ou o desarme vem do uso de um aparelho ou do dimensionamento da instalação.
HidráulicaVedações de torneira e de descarga gastas pelo uso.Louça quebrada, metal danificado por impacto, entupimento por objeto jogado no ralo ou no vaso.Vazamento em tubulação embutida, pressão baixa pela própria instalação, infiltração vinda do vizinho.A origem do vazamento ou da umidade antes de refazer revestimento, forro ou pintura.

Os exemplos são sinais comuns, não conclusões. A classificação de cada caso depende do laudo de entrada, do contrato e, se houver divergência, de avaliação jurídica. Pela lei, o locatário responde pelos danos que causou (art. 23, V) e o locador, pelos defeitos anteriores à locação (art. 22, IV).

Como a Duarte Souza trabalha

Um engenheiro conferindo cada item

A devolução costuma travar em três pontos: o laudo de entrada mal lido, a causa do defeito sem tratamento e a pintura que precisa ser refeita. O método começa por eles.

Engenheiro Civil João Paulo Duarte de Souza

Responsável técnico

João Paulo Duarte de Souza

Engenheiro Civil · CREA-GO 1015110908D

Oito anos no mercado imobiliário

Conheça o engenheiro
  1. Leitura do laudo

    A vistoria de entrada, o laudo de saída e as fotos atuais são lidos lado a lado, item por item.

  2. Causa antes do acabamento

    Mancha, fissura ou falha de instalação têm a origem investigada antes de pintar ou trocar peças.

  3. Escopo pelos itens do laudo

    O escopo segue a ordem do laudo. A proposta traz serviços, materiais e condições, com visita quando necessária.

  4. Execução em sequência

    Primeiro a origem do problema, depois os reparos, a pintura e a limpeza, para evitar retrabalho.

  5. Conferência

    Os serviços contratados são conferidos antes da vistoria de saída. A aprovação cabe à imobiliária ou ao locador.

Para começar

O que enviar

Com estes documentos, a análise começa pelo que importa: o que a vistoria de entrada registrou e o que o laudo de saída aponta.

  1. Laudo de entrada

    A vistoria feita no início da locação, com as fotos, se houver.

  2. Lista ou laudo de saída

    As pendências apontadas pela imobiliária, se a vistoria de saída já aconteceu.

  3. Fotos atuais

    Uma foto geral de cada ambiente e fotos de detalhe dos pontos citados no laudo.

  4. Endereço do imóvel

    Cidade e bairro, para organizar a visita quando ela for necessária.

  5. Data de entrega das chaves

    O prazo combinado com a imobiliária ou o fim do aviso de desocupação.

Depois do envio

  1. A equipe analisa o laudo e as fotos.
  2. Indica se a análise exige visita ao imóvel.
  3. Apresenta a proposta com os serviços, os materiais e as condições.
Enviar minha vistoria pelo WhatsApp

Atendimento com agendamento em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo, Trindade e Hidrolândia.

Planejamento

Como organizar os reparos dentro do aviso

Na locação por prazo indeterminado, o aviso de desocupação é de pelo menos 30 dias (art. 6º). Essa é a janela natural dos reparos. A ordem abaixo evita pintar antes de resolver a causa e limpar antes de terminar o que gera poeira.

Exemplo ilustrativo, sem prazo garantido

  1. Etapa 1

    Aviso por escrito

    Pelo menos 30 dias antes, na locação por prazo indeterminado (art. 6º).

  2. Etapa 2

    Leitura do laudo

    Laudo de entrada, pendências de saída e fotos lidos lado a lado.

  3. Etapa 3

    Visita e proposta

    Visita quando necessária e proposta com serviços, materiais e condições.

  4. Etapa 4

    Causa e reparos

    Primeiro o que gera o problema, como umidade ou instalação, depois o reparo.

  5. Etapa 5

    Pintura, limpeza e conferência

    Os serviços contratados são conferidos antes da vistoria.

  6. Etapa 6

    Vistoria e chaves

    A imobiliária ou o locador faz a vistoria de saída, conforme o contrato.

A duração de cada etapa depende do imóvel, do escopo e da agenda combinada. O exemplo mostra só a ordem.

Algumas imobiliárias só dão a devolução por concluída depois da vistoria, e o aluguel pode continuar correndo até lá. Confira essa regra no seu contrato.

Pintura

O que costuma reprovar na pintura

A pintura de entrega começa antes da tinta: investigar manchas, preparar a base e usar cor e produto compatíveis com a vistoria de entrada.

Conferir os serviços antes da vistoria ajuda a encontrar esses pontos a tempo. A aprovação continua sendo da imobiliária ou do locador.

  1. Marcas visíveis de rolo ou pincel
  2. Cobertura irregular
  3. Tinta diferente da usada no início da locação ou de baixa qualidade
  4. Rodapés e interruptores manchados
  5. Cantos mal acabados
  6. Respingos

Critérios publicados por uma imobiliária nas orientações de desocupação. Fonte: Adriano Imóveis, orientações de desocupação, consulta em 2026-09-23.

Antes de pedir a proposta

Prazo, preço e condições

Prazos e valores de referência para planejar a entrega. O que vale para o seu imóvel vem na proposta, com serviços, materiais, prazo e preço final.

Prazos

Orçamento e execução

Médias válidas quando o serviço é só pintura e limpeza.

3 diaspara o orçamento, depois que recebemos o laudo e as fotos

3 diasde execução em um apartamento de 2 quartos

5 diasde execução em uma casa

Com mais reparos, o prazo varia com a quantidade e o tipo de serviço e é informado na proposta.

Preço de referência

Pintura para a entrega

Referência para pintura.

Kitnet
cerca de R$ 1.800,00
Apartamento de 2 quartos
cerca de R$ 2.500,00, com material e mão de obra
Casa com pintura interna e externa
cerca de R$ 6.000,00

São valores de referência, não uma proposta. O preço final depende da metragem, do estado das paredes e do que o laudo aponta, e é informado na proposta, junto com o que o preço inclui.

O que vale para o serviço

Garantia
Os serviços têm garantia de 3 meses. O que ela cobre é descrito na proposta.
Retorno sem custo
Se a vistoria apontar um item executado que precise de ajuste, a Duarte Souza volta para ajustar sem custo.
Pagamento
O pagamento pode ser por Pix ou cartão, com parcelamento em até 12 vezes, conforme o valor do serviço. As condições do parcelamento constam da proposta.
Nota fiscal
Emitimos nota fiscal (Simples Nacional).
ART
Quando o serviço pede responsabilidade técnica registrada, o engenheiro emite a ART e a taxa é paga pelo contratante.
Visita técnica
A visita técnica só é cobrada para serviços de telhado.
Deslocamento
Para Anápolis, Hidrolândia, Senador Canedo e Trindade há taxa de deslocamento de R$ 150,00.
Imóvel comercial
Atendemos também a devolução de imóvel comercial, como lojas e salas.

Divergência de vistoria e seguro-fiança

Divergência de vistoria
Atuamos com parecer técnico e laudo técnico nos casos de divergência de vistoria.
Seguro-fiança e garantidora
Montamos orçamento para sinistro de seguro-fiança e de garantidora de aluguel, seguindo a exigência de cada uma.

Do outro lado da entrega

Para quem recebe o imóvel de volta

Proprietário

O imóvel pronto para a próxima locação

Quando o imóvel volta, a leitura técnica separa o que é acabamento do que é causa, como umidade, fissura ou falha de instalação. Assim o reparo trata a origem, e não só o sinal. Enquanto o imóvel está vazio, ele não gera aluguel.

4,45 mesestempo médio para alugar um apartamento em GoiâniaGuia Imobiliário 62imoveis e Secovi Goiás, apartamentos em Goiânia (dados de 2025)

R$ 43,36/m²preço médio de anúncio do aluguel residencial em GoiâniaÍndice FipeZap de Locação Residencial, informe de agosto de 2026

Imobiliária

Um responsável técnico para as desocupações

Um engenheiro com nome e registro no CREA para ler o laudo, organizar o escopo pelos itens da vistoria e conferir os serviços contratados. As condições são combinadas com cada imobiliária.

Nas seis cidades atendidas, o IBGE registra 844 unidades de gestão e administração de imóveis, 662 delas em Goiânia.

Fonte: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2024, tabela 9528 (SIDRA).

O mercado em números

Imóveis alugados nas seis cidades atendidas

319.131

domicílios alugados, ou 32,2% dos domicílios ocupados, segundo o Censo 2022.

  • Goiânia34,3%
  • Seis cidades atendidas32,2%
  • Goiás27,7%
  • Brasil22,2%

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, tabela 9928 (SIDRA). Domicílios particulares permanentes ocupados e, entre eles, os alugados.

Domicílios alugados por cidade

O inquilino é obrigado a pintar o imóvel ao sair?

A Lei 8.245/1991 (art. 23, III) manda devolver o imóvel no estado em que foi recebido, salvo o desgaste do uso normal. Se a pintura precisa ser refeita depende do laudo de entrada, do estado atual das paredes e do contrato. Dúvidas sobre cláusulas do contrato devem ser levadas a um advogado.

A imobiliária pode cobrar pintura externa na entrega?

Depende do que o laudo de entrada registrou sobre muros, fachadas e portões e do que o contrato prevê. A área externa entra na mesma comparação: estado na entrada, estado atual e desgaste do uso normal, que costuma ser maior onde há sol e chuva. A cobrança em si é uma questão do contrato e, se houver divergência, de um advogado.

Quem paga a vistoria de saída?

Depende do contrato de locação e das regras da imobiliária. Confira o contrato e confirme com a imobiliária antes de agendar a vistoria.

O que é desgaste natural do imóvel?

É a deterioração que vem do uso normal, como tinta desbotada pelo tempo ou piso com menos brilho nas áreas de passagem. A lei ressalva esse desgaste no art. 23, III. Dano causado no uso é outra situação (art. 23, V), e pelos vícios ou defeitos anteriores à locação responde o locador (art. 22, IV). A classificação de cada item parte do laudo de entrada.

Qual é o prazo para desocupar o imóvel alugado?

Na locação por prazo indeterminado, o locatário avisa por escrito com pelo menos 30 dias de antecedência (art. 6º da Lei 8.245/1991). É nessa janela que os reparos costumam ser organizados. No contrato por prazo determinado, sair antes do fim, em regra, gera a multa prevista no contrato, proporcional ao período cumprido (art. 4º), com as exceções que a própria lei traz. O contrato pode ter regras próprias; em caso de dúvida, consulte um advogado.

O que fazer se eu não concordar com a vistoria de saída?

Pelo lado técnico, documente item a item: compare o laudo de entrada com o de saída, fotografe cada ponto com data e guarde propostas e registros dos serviços feitos. A decisão sobre responsabilidade e cobrança é jurídica: procure um advogado ou a Defensoria Pública.

Quanto custa pintar o imóvel para a entrega?

Referência para pintura: kitnet, cerca de R$ 1.800,00; apartamento de 2 quartos, cerca de R$ 2.500,00, com material e mão de obra; casa com pintura interna e externa, cerca de R$ 6.000,00. São valores de referência, não uma proposta. O preço final depende da metragem, do estado das paredes e do que o laudo aponta, e é informado na proposta, junto com o que o preço inclui.

Em quanto tempo sai o orçamento?

Em média, o orçamento sai em 3 dias depois que recebemos o laudo e as fotos, quando o serviço é só pintura e limpeza.

Quanto tempo leva a execução?

Quando o serviço é só pintura e limpeza, a execução leva em média 3 dias em um apartamento de 2 quartos e 5 dias em uma casa. Com mais reparos, o prazo varia com a quantidade e o tipo de serviço e é informado na proposta.

Quais são as formas de pagamento? Há nota fiscal?

O pagamento pode ser por Pix ou cartão, com parcelamento em até 12 vezes, conforme o valor do serviço. As condições do parcelamento constam da proposta. Emitimos nota fiscal (Simples Nacional).

A Duarte Souza emite ART?

Quando o serviço pede responsabilidade técnica registrada, o engenheiro emite a ART e a taxa é paga pelo contratante.

Os serviços têm garantia? O retorno para ajustes tem custo?

Os serviços têm garantia de 3 meses. O que ela cobre é descrito na proposta. Se a vistoria apontar um item executado que precise de ajuste, a Duarte Souza volta para ajustar sem custo.

A Duarte Souza garante a aprovação na vistoria?

Não. A aprovação cabe à imobiliária ou ao locador, com base no contrato e nos registros do imóvel. O trabalho da Duarte Souza segue o escopo contratado, e os serviços são conferidos antes da vistoria de saída.

Converse com a Duarte Souza

Vai entregar o imóvel?

Envie o laudo de entrada, as pendências de saída e fotos atuais. O engenheiro analisa o que precisa ser feito e indica o próximo passo.